As controvérsias científicas e a proibição do fumo

O  século XX foi o cenário para o estabelecimento do consumo de derivados  de tabaco como um hábito socialmente aceito e, em alguns casos, até  mesmo desejável.

Nesse período, o cigarro (surgido como um substituto barato dos  charutos e cigarrilhas e, a princípio, visto como um produto moralmente  questionável) tornou-se gradativamente um produto massificado,  fortemente associado com um simbolismo de masculinidade, sofisticação,  emancipação e liberdade.

Como aponta o pesquisador norte-americano Allan Brandt, em seu livro  The Cigarette Century, o processo de popularização do cigarro foi uma  mudança rápida e significativa, intimamente relacionada com uma série de  inovações tecnológicas, de marketing e profundas mudanças culturais.

Por sua vez, o século atual parece ser o pano de fundo para um  movimento contrário: ainda que os efeitos nocivos do consumo de tabaco  já sejam conhecidos desde a segunda metade do século passado, apenas  recentemente os hábitos tabagistas passaram a ser combatidos com maior  ênfase. (mais…)

Remédio para TDAH ajuda crianças ou escolas?

por  Heloisa Villela, em Washington

Acho que acontece com todo mundo. Basta ficar ensimesmada com um assunto para que eu comece a receber, de toda parte, as mais variadas informações sobre o tema. Assim tem sido, ultimamente, com a tal da ADHD aqui nos Estados Unidos, conhecida, no Brasil, como TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Pois uma amiga que trabalha com pesquisas na área de neurologia e também vive encasquetada com a aparente epidemia que tomou conta do país — e dá sinais de estar se espalhando pelo mundo — me mandou o nome de um livro que corri, comprei e li imediatamente. (mais…)

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